
Ao contrário do Brasil, onde o acesso à saúde pública é garantido pelo SUS, o sistema de saúde nos Estados Unidos é predominantemente privado, e o custo destes serviços pode ser um choque para muitos brasileiros que chegam ao país.
Uma simples ida ao pronto-socorro pode custar centenas ou até milhares de dólares. Por isso, entender como tudo funciona antes mesmo de precisar de atendimento médico é fundamental.
Neste artigo, explicamos como funciona o sistema de saúde americano, os tipos de plano disponíveis, o que fazer em emergências e como brasileiros podem se proteger e economizar nos cuidados médicos.
Nos Estados Unidos, o sistema de saúde é privado em sua maioria. Isso significa que consultas, exames, internações e até ambulâncias são cobrados, e os preços são altos.
Existem programas públicos, como o Medicare (para idosos a partir de 65 anos) e o Medicaid (para pessoas de baixa renda), mas esses benefícios estão disponíveis apenas para residentes permanentes ou cidadãos que atendam a critérios específicos (renda, idade, necessidades especiais e outros).
Para a maior parte dos imigrantes e visitantes, a única forma de garantir atendimento acessível é contratar um seguro de saúde (ou seguro viagem, no caso dos visitantes).
Ter um plano de saúde é quase obrigatório nos Estados Unidos. Sem ele, o custo de atendimento médico pode comprometer seriamente as finanças de qualquer família.
Exemplos de custos sem seguro:
Consulta simples: entre US$ 100 e US$ 300
Raio-X: US$ 200 a US$ 1.000
Ambulância: US$ 500 a US$ 2.000 (uma viagem)
Internação hospitalar: pode ultrapassar US$ 10.000 (dependendo do tempo, procedimentos, etc).
Com seguro, o custo de muitos desses serviços pode cair significativamente, ou até ser zerado, dependendo do plano.
Existem diferentes formas de obter um plano de saúde nos EUA:
Muitas empresas oferecem plano de saúde aos seus funcionários. Em geral, a empresa paga parte do valor e o funcionário paga o restante mensalmente. É uma das formas mais acessíveis de ter cobertura. Os planos variam em cobertura e qualidade, mas é a forma mais comum de cobertura nos EUA.
Disponíveis através da plataforma oficial HealthCare.gov, esses planos podem receber subsídios do governo, dependendo da renda. Estão disponíveis para cidadãos e residentes legais. Neste formato, você contrata o plano pela plataforma e pode receber descontos que na verdade são deduções do imposto de renda, caso sua renda seja maior do que a declarada, você terá que devolver o valor dos descontos em sua declaração de imposto ao final do ano. Siga as regras e instruções do site oficial à risca para evitar problemas futuros.
Podem ser contratados diretamente com seguradoras. Os preços variam conforme idade, estado de residência e cobertura. Não exigem status migratório específico e geralmente o custo é mais alto.
Ideais para estudantes, turistas ou recém-chegados. Têm cobertura limitada, mas são mais baratos e evitam surpresas em emergências. É recomendado sempre ter algum tipo de cobertura, mesmo apenas em visita aos EUA, já que em caso de acidentes ou problemas de saúde, a conta pode sair muito cara.
Nos EUA, emergências médicas devem ser tratadas com seriedade, mas também com atenção ao custo. Aqui vão algumas orientações:
Em situação grave, ligue para o 911. Você será atendido independentemente de ter seguro ou não.
Se não for uma emergência, prefira ir a um Urgent Care ou Walk-in Clinic, que são mais baratos que hospitais.
Farmácias como CVS e Walgreens oferecem consultas rápidas para problemas simples, a preços acessíveis (verifique em cada unidade, já que os serviços podem variar).
Lembre-se: mesmo que você seja atendido, a conta chega depois, muitas vezes pelo correio. Por isso, ter um plano ativo é fundamental.
Para brasileiros que vivem ou estão se mudando para os EUA, é importante considerar:
Contratar um plano logo após a chegada
Manter um fundo de emergência para cobrir despesas médicas inesperadas
Levar consigo histórico médico traduzido e vacinas atualizadas
Pesquisar se seu visto permite acesso a seguros subsidiados
Verificar se o seguro do Brasil oferece cobertura internacional temporária
Entender como funciona a saúde nos EUA é um passo essencial para viver com mais tranquilidade no país. Com planejamento, informação e o suporte certo, é possível garantir segurança para você e sua família, sem sustos financeiros.
Nos Estados Unidos, não é possível contratar ou trocar seu plano de saúde a qualquer momento do ano. Existe um período específico chamado Open Enrollment, que em português significa período de inscrições abertas.
Esse período normalmente ocorre entre 1º de novembro e 15 de janeiro. Durante esse tempo, qualquer pessoa pode:
Contratar um novo plano de saúde
Trocar de plano
Adicionar dependentes
Cancelar o plano atual
Se você perder essa janela, só poderá contratar ou modificar seu plano em situações especiais. Essas situações se encaixam no chamado período especial de inscrição (Special Enrollment Period), que é permitido em casos como:
Perda do plano de saúde anterior, geralmente ligada à perda de emprego
Casamento, divórcio ou nascimento de um filho
Mudança de residência para outra região ou estado
Cancelamento involuntário do plano atual
Se você se enquadrar em alguma dessas situações, terá um prazo limitado (geralmente 60 dias) para solicitar o novo plano.
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